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Desafios da conservação no Parque Nacional do Jaú. PDF Imprimir E-Mail
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Desafios da conservação no Parque Nacional do Jaú.
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Río Jaú - Pedral. World Heritage Sites.
Agradeço aos colegas da FVA Marcos, Iranildo, Alessandro e Tadeu pela colaboração.

Esse texto conta a história de pessoas que moram em uma unidade de conservação de proteção integral, o Parque Nacional do Jaú (PNJ), que foi criado em 1980 pelo decreto no. 85.200 e que em 2001 foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Atualmente, O PNJ é o segundo maior Parque Nacional do Brasil e o terceiro da América Latina. É considerado um dos maiores Parques Nacionais do mundo em florestas tropicais contínuas, possui cerca de 2.272.000 ha e está situado na bacia do rio Negro, afluente do rio Amazonas, no Estado do Amazonas, Brasil. A área da unidade de conservação abrange parte dos municípios de Barcelos e Novo Airão. O PNJ é entrecortado por vários rios e igarapés, sendo principais os rios Unini (ao norte), o Jaú (no centro) e o Carabinani (ao sul).
A criação desta unidade de conservação não levou em conta o fato da área possuir moradores; pessoas que, pelas suas práticas e conhecimentos tradicionais, são consideradas depositários de parte considerável do saber sobre a diversidade biológica e cultural. A desconsideração desse fator trouxe sérios problemas locais, pois não havendo recursos financeiros para reassentar as família, as atividades praticadas por elas se contrapunham aos interesses preservacionistas. Fator que gerou grandes conflitos entre a população local e o órgão gestor da unidade, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

A lei é clara em relação à presença humana nas unidades de conservação de proteção integral, se mostrando rígida ao ser aplicada de forma vertical, sem a abertura ao envolvimento e participação local, priorizando as populações urbanas através do direcionamento à visitação turística, educação ambiental e pesquisa. Porém, a realidade é outra. Cerca de 86% das unidades de conservação da América do Sul existem populações humanas sobrevivendo do uso dos recursos naturais. No PNJ, a situação não foge à regra. Existe presença humana no local e o uso dos recursos naturais datam de alguns séculos atrás, anterior ao período colonial. Vários são os indicativos da ocupação humana na área por mais de 2000 mil anos, como a presença de terra preta, pinturas rupestres e restos de cerâmicas.


 
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